M-19
No
final dos anos 70, a cena Punk em SP começava a se estruturar.
No início, havia apenas algumas bandas como: Condutores de Cadáveres,
N.A.I., Cólera, AI-5 e Restos de Nada e poucos sons, que geralmente
eram organizados por integrantes de gangues Punks.
Nesse primeiro momento as gangues exercem um papel fundamental, pois é
dentro delas que se encontram agrupadas pessoas comprometidas em fazer
do Punk em São Paulo, um movimento revolucionário.
O cenário político-social não era dos melhores -
vivíamos em regime de ditadura militar, onde a censura e a repressão
tentavam calar todas as pessoas, tornando assim o ambiente propício
à propagação dos ideais de libertação
e revolução do movimento.
É dentro desse contexto que surge o M-19, em plena ebulição
do Punk, onde algumas bandas se renovaram e outras terminaram, dando lugar
ao surgimento de outras bandas como: Inocentes, Olho Seco, Mac, Lixomania,
Anarcólatras, etc...
Firmam-se como os principais pontos de encontro entre punks a recém
aberta Punk Rock Discos e a estação São Bento do
metro. A partir desse momento (1981/82), o movimento em São Paulo
encontra seu auge, com o aparecimento de fanzines, festivais, produções
independentes, selos discográficos e novas bandas, tais como: Fogo
Cruzado, Ratos de Porão, Guerrilha Urbana, Setembro Negro, Juízo
Final, Neuróticos, Suburbanos, “Zona X e Esquisitas (integrado
por mulheres)” e muito mais.
O M-19 de 1980 a 1984, teve várias formações e alguns
convidados ilustres; na guitarra: Tiquinho (Lixomania) e Cassio (Guerrilha
Urbana); na bateria Bitão: (Psycose e República), Sartana
(Olho Seco), Serginho e excepcionalmente Mirão ( Lixomania, Guerrilha
Urbana e 365 ) e no lendário festival “O Começo do
Fim do Mundo” participação especial de Clemente (Inocentes,
Restos de Nada e Condutores de Cadáveres ), na bateria. Curiosamente,
em seus 21 anos de história o M-19 só possui uma música
gravada, efetuada durante a participação no festival “O
Começo do Fim do Mundo”, realizado no SESC Pompéia
em novembro de 1982.
Paralelamente ao retorno da banda (junho 2001), surge a preocupação
com a existência de registro discográfico, a fim de sanar
essa lacuna musical da história do M-19 e já no final de
2001 gravamos uma "DEMO" com cinco musicas :Caminhos, Suicídio,
Violência, Não sei e 19 de abril, com uma qualidade surpreendente,
graças ao trabalho do Leandro (Hall Studio), o conhecimento do
Popó em estúdios e todos da banda, que com pouco dinheiro
e muita disposição obtiveram um ótimo resultado.
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