ENVYDUST
Com
apenas dois anos de história, fazendo um som sem rótulos
e sem pretenções, o Envydust está conquistando muita
gente. Peso, energia, força de vontade e simplicidade, esse é
o Envydust, conheça um pouco mais e confira como tudo começou!
Por:
Nelson Jr.
Gostaria
que vocês se apresentassem e falassem sobre a história da
banda, primeiros shows, discografia, etc....
Cesar - Eu não sou o melhor pra responder isso, porque entrei agora
há pouco tempo , então algum deles responder seria melhor.
E eu sou o Cesar e toco guitarra.
Daniel - Eu sou o Daniel eu... grito. rsss
Max - Eu sou o Max, eu canto.
Che - Eu sou Che toco baixo.
Shelka - Eu sou o Shelka toco guitarra.
Max - E tem o Barros que toca bateria e está lá na banquinha
vendendo as coisas. Então cara nós já tocamos juntos
em outras bandas, eu e o Che já tinhamos outras bandas antes e
foi mudandoa formação, entrou o Barros na banda e foi mudando
ainda mais e entrou o Daniel. E ai acabamos com a banda que a gente tinha
e montamos outro projeto que era o Envydust, isso foi em Junho de 2003,
e ai já tinha nós quatro e violinista que tocava com a gente
na época, o Bob, ele entrou com a gente nesse projeto e já
era nosso amigo e tocava com a gente em outras bandas tambem. Todo mundo
já se conhecia, eram seis caras com o violino. E montamos o Envydust.
Precisavamos de mais uma guitarra, então chamamos o Bill, que era
um amigo que tinhamos conhecido a pouco tempo na época e ele entrou
na banda, essa foi a primeira formação do Envydust, eu Max;
o Che, o Shelka , o Barros, o Daniel, Bob e o Bill, sete pessoas. Ai passou
tempo saiu o Bob, o Bill tambem saiu e entrou o Cesar que agora é
a formação atual, seis pessoas...
Cesar - Sem violino, infelismente.
Max - Sem violino. E ai..., puta, esse foi o começo. O primeiro
show foi no Black Jack, que a gente tinha duas musicas prontas e umas
três semi prontas, foi em julho de 2003.
Shelka - Não tinha nome ainda.
Max - É não tinha nome ainda e no cartaz colocamos o nome
de uma banda antiga que a gente tinha, mas não tinha nada haver,
colocamos qualquer coisa pra preencher o lugar. E o nome mesmo Envydust,
usamos quando gravamos a primeira musica. A gente gravou nossa primeira
musica na casa de um amigo nosso do Atona, que vai tocar aqui. E ai gravamos
a musica na casa dele e pra jogar musica na internet a gente precisava
de um nome e tinhamos que decidir naquela hora, "pô vamos fechar
um nome", nós já tinhamos uma listinha e fechou com
Envydust que era o que a gente mais gostava da lista.
E como chamava
a outra banda de vocês?
Max - Puta a gente teve várias bandas cara, Goldfish, Mygetout,
ADD..., um milhão de bandas... Amigos do pai do Kilder, DavidExperience,
que inclusive é uma banda de neo euro tecno pop folclórico
experimental germânico escocês.
A banda sempre
teve as mesmas influências e característica desde seu início?
Shelka - Não, na verdade todas essas bandas eram meio que punkrock,
hardcore, tinham influências de NOFX.
Max - Junto com ska. Até ska a gente já se arriscou a tocar,
mas acho que ... não sei, a gente decidiu fazer isso porque era
meio diferente e resolvemos experimentar, mas nenhuma delas assim, tem
haver com o som que a gente faz hoje.
Mas do inicio
da banda até hoje, as influências são as mesmas?
Daniel - No início a gente tinha como influências umas coisas
mais berradas e tudo mais e com o passar dos meses enfim a gente foi pegando
umas influências mais de metal.
Max - A gente sempre ouviu muito metal, mas nas bandas que tinhamos antes
não usavamos tanto isso, faziamos umas coisas mais melódicas.
Shelka - Na verdade é difícil por uma influência só
pra banda toda, porque cada uma tem seu gosto musical. Então dentro
da banda você vai encontrar gente gosta de Iron Maden, Nação
Zumbi, Los hermanos..., e meu, vai indo. É uma salada.
Che - Envydust não da pra citar legal porque não é
um estilo, a gente não pega e fala "nós tocamos hardcore
ou metal".
Max - Fazemos um som pesado e nunca definimos, nunca conseguimos definir,
até hoje a gente não sabe o que tocamos, quando pergunta
a gente fala "sei lá"!
Fale como
esta sendo a repercursão do lançamento deste novo trabalho
e como é o sentimento de estar lançando o primeiro disco?
Max - É nas outras bandas paramos em demos, todas acho que gravaram,
algumas nem chegaram a gravar nada, mas já estamos a muito tempo
tocando e essa é a primeira vez que lançamos um disco, ninguém
da banda tinha tido nenhuma banda com disco, então pra todo mundo
foi o primeiro disco. E eu acho, e falo por mim mesmo, acho que esta todo
mundo muito feliz e muito emocionado, porque é um sonho se realizando,
"lançar um disco", nunca tinhamos feito isso.
Daniel - E a reação da galera também.
Shelka - A gente nunca esperou ter tanto carinho do pessoal, meu, não
tenho nem palavras pra agradecer cada show, o pessoal esta dando um puta
força sempre. E o disco..., hoje é dia 9/04, e o disco lançou
dia 27/04, então tem quinze dias ai que saiu e até agora
esta saindo bem e pela nossas contas em lojas, distribuição
e tudo mais já saíram quatrocentos. Então quatrocentos
em quinze dias pra gente esta sendo do cacete.
Sobre o que exatamente falam as letras do Envydust?
Max - Puta cara! de muita coisa assim, a gente não tenta fechar
em nada, sei lá, tem bandas que fecham " não a gente
vai falar sobre política" e outras "não a gente
vai falar sobre...sei lá, diversão", a gente tenta
falar do que estamos afim na hora e é bem varíado. Inclusive
as novas estão bem diferentes, estamos pegando um conceito de história,
as musicas novas que não estão neste disco vão ser
um pouco diferentes, como se fosse uma narrativa, a gente esta tentando
mudar, sempre mudar, sempre variar bastante. Mas não tem uma temática
assim fechada.
Vocês são de São Paulo capital, o lugar que mais deve
ter bandas no Brasil. Vocês acham que isso ajudou vocês quererem
fazer um som diferente?
Shelka - Acho que a nossa intenção nunca foi tentar se inserir
em qualquer tipo de cena, mas a musica, porque meu!, a gente gosta de
fazer o que estamos afim. Esse negócio de fazer parte de alguma
cena, acho que acaba sendo meio consequência, mas não necessáriamente
pelo fato de ser São Paulo capital, poeque o próprio sul,
Porto Alegre, ou até lá em Minas o pessoal tem uma cena
muito forte na região deles. Entãonão acho que isso
influiu na nossa..., no nosso trajeto de fazer a opção que
a gente faz.
Max - Inclusive tem gente que monta uma banda de metal e já começa
a tocar com bandas de metal, faz banda de ska e começa tocar com
bandas de ska, a gente fez uma banda desse estilo que eu não sei
dizer e toca com todos os tipos de banda, já tocamos com bandas
de ska, com banda de hardcore...
Daniel - Inclusive no show do Kool metal no fim de semana. Foi num fim
de semana, a gente tinha show no sabado e domingo, sabado tocamos com
Kool metal fest que estava cheio de bandas pesadonas de mais e no domingo...
Cesar - No sabado a gente tocou com Fresno e no domingo no Koolmetal...
Max - A gente dessa história de poder passear por todos os tipos...
Cesar - Inclusive tocamos no São Paulo pró hc esses ultimos
dias e esta no próximo metal fest.
Mas o que rola mais são os shows com bandas emo, não é?
É o que tenho visto nos cartazes que chegam par mim.
Max - A gente toca onde a galera convida.
Cesar - Queira ou não a cena emo hoje em dia esta bem mais forte,
tem muito mais shows rolando.
Eu discordo, acho que a moda emo esta forte. (todos confirmaram) É
uma coisa que queria perguntar, alguém já chegou a intitular
vocês como emo?
Daniel - Eu acho que não, eu nunca vi. Já vi conversas de
pessoas falando sobre nosso estilo de musica e a galera nunca soube exatamente
o que considerar a gente e falam "há é meio hardcore,
mas é meio metal, é meio emo", a galera vai tipo passeando
de um estilo pra outro.
Shelka - Acho que as pessoas não entendem e têm mania de
falar mal.
Daniel - É..., é normal.
Em São
Paulo existe algum tipo de rivalidade entre as bandas, rola um lance de
umas quererem ser melhores que as outras...?
Daniel - Rola e muito.
Max - Rola bastante, só que ninguem admiti e todo mundo finge que
não acontece.
Cesar - As pessoas finge que não esta acontecendo nada, dão
um abraço é seu amigo e por trás vai lá e
te fode tá ligado. E isso é uma coisa que a gente nunca
fez, nunca fizemos merda pra ninguém, falo nada pra ninguém,
acho que é por isso que a gente se fode tá ligado, tipo
os caras chegam por trás fodem a gente e ficam com cara de bunda.
Max - E nós rebatemos isso com mais gentileza, quanto mais achamos
que estam falando mal da gente, mais a gente vai nas mesmas pessoas e
trata elas bem, abraça elas.
Shelka - Rola muita demagogia, tipo, o cara ouve o cd e até hoje,
mesmo dos mp3 antigos, nunca chegou ninguém chegou em mim e falou
"meu, eu achei ruim por causa disso, disso e disso", todo mundo
só fala bem, então você nem sabe em quem acreditar.
Daniel - Acho que inclusive só dois amigos nossos fizeram uma critíca
construtiva em relação ao cd, que tinha alguma coisa errada,
que valeu mais do que qualquer elogio.
Há alguma banda do underground nacional que vocês admiram,
não só pelo som que fazem, até mesmo pela sua postura
na cena?
Max - Cara, bandas que a gente adora e estamos juntos sempre..., o Atona.
Cesar - Os caras mais do que amigos, são como irmãos, ficamos
muito felizes quando pode vir pra Sorocaba com eles, é festa pra
gente. Agora tem muitas bandas tambem cara que estamos conhecendo agora
estamos muito felizes, tem exemplo o Fim do Silêncio, Paura, os
caras foram muito bons com a gente de ouvir o cd e vir falar.
Max - A gente esta sendo acolhido e não esperava, umas bandas que
não conheciamos e estão sendo legais com a gente. E tem
o Minuit, Withoutyou ...
Cesar - Minuit são amigos nossos, o Withoutyou que tambem esta
há bastante tempo ai com a gente, da última vez que estivermos
aqui eles tocaram com a gente.
Daniel - São uma galera muito boa mesmo que a gente considera bastante
nesse meio e a gente vê que é sincera a amizade.
Cesar - Mas principalmente o Atona porque a amizade é fora de palco,
de guitarra, de qualquer coisa, tipo "vamos sair sabado e não
fazer nada?", "vamos!".
Quais são os planos para o resto do ano?
Shelka - Tocar, tocar, tocar pra caralho! E tocar em qualquer lugar que
chamarem a gente.
Max - E lugares diferentes.
Che - Fora de São Paulo, pelo amor de Deus! A gente adora tocar
lá, mas queremos tentar... Tocamos uma vez só fora do estado,
tocamos no Rio uma vez.
Cesar - E começar gravar umas pré produções
para próximo cd, porque já temos algumas musicas. Rio de
Janeiro chame a gente pra tocar.
Qual a opnião
de vocês sobre zines e e-zines? E deixem um recado pra galera que
vai ler a entrevista, conhecer a banda...
Max - A gente ama zine, a gente ama gritoalternativo, e ama o Nelson (risos)
E obrigado por estar ajudando a gente. A gente esta visitando sites, zines,
tudo que ajuda a divulgar as bandas a gente esta apoiando sempre.
Shelka - É uma trabalho que eu admiro banstante, porque muitas
vezes o pessoal que organiza uma zine não tem retorno nenhum.
Cesar - Faz porque gosta, é verdade e acabou!
www.envydust.com
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