"Diferença
Me
Há pessoas que buscam toda vida estarem dentro de um grupo de afinidades:
econômicas, culturais, filosóficas, regionais, "raciais",
sociais, enfim algo que una "aos seus iguais". Muitas vezes
para realizarem isto passam por cima de seus sonhos, desejos e características
pessoais para se compor um grupo que lhe dê uma sensação
de segurança, de poder. A partir disto podemos deduzir que as pessoas
criam uma auto-imagem para fazerem parte e agradar um determinado grupo.
A individualidade é nociva à sociedade atual, que busca
cada vez mais, massificar o consumo, o pensar e o agir. As diferenças
não desunem o seres humanos, simplesmente realçam o valor
de cada individuo e dão a devida importância a um imenso
coletivo, o dos humanos que, felizmente, não é uma massa
homogênea. Todas as pessoas têm suas virtudes e seus defeitos,
estes é preciso superar e/ou conviver com eles e esses precisamos
estimular, exercitar. Quando somos crianças as diferenças
nos fascinam, mas aos poucos vamos aprendendo a exercer nossa crueldade
a partir delas, influenciados pelo "mundo adulto". É
na adolescência que conhecemos totalmente a imposição
de nos sentirmos "aceitos pelo grupo". E temos "vergonha"
de não termos os mesmos dons, qualidades e aparência daqueles
que são considerados "normais" ou pior "populares". Por:
Luiz Eduardo F. da Silva - Cientista, Sociólogo e musico. |
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